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Galinhas poedeiras: com que idade abatê-las e o que fazer depois?

Por La Rédaction — Ma Petite Ferme · 14/10/2026

Galinhas poedeiras: com que idade abatê-las e o que fazer depois?

Compreender a noção de refugo na criação de galinhas poedeiras

Numa criação de galinhas poedeiras, o refugo designa o momento em que se retira uma galinha do bando produtivo. Não é uma decisão trivial: ela impacta diretamente a rentabilidade do seu negócio, a qualidade dos ovos produzidos e o bem-estar animal. Como pequeno produtor, dominar esse calendário permite-lhe otimizar os seus recursos e evitar alimentar animais que já não cobrem os seus custos de produção.

Com que idade refugar as galinhas poedeiras?

Uma galinha poedeira começa a produzir por volta das 18 a 20 semanas, dependendo da raça. O seu pico de postura é atingido por volta das 25 a 30 semanas, com uma taxa que pode ultrapassar 90 % nas melhores condições. Depois, a produção declina naturalmente.

Na criação convencional intensiva, as galinhas são refugadas a partir das 72 semanas (cerca de 17 meses). Na criação rural ou biológica, prolonga-se frequentemente até aos 18 a 24 meses, ou até um pouco mais, dependendo da raça e dos objetivos. Após essa idade, a taxa de postura cai significativamente — muitas vezes abaixo dos 60 a 70 % — e a qualidade das cascas pode degradar-se, ocasionando mais perdas.

Alguns sinais concretos indicam que é altura de refugar: postura irregular ou muito baixa, ovos com cascas finas ou deformadas, perda de peso notável, ou ainda mudas tardias e prolongadas. Observe os seus animais regularmente para detetar esses sinais.

O que fazer com as galinhas no fim da vida produtiva?

Refugar não significa necessariamente perder dinheiro. Pelo contrário, várias saídas se oferecem para valorizar esses animais de forma inteligente.

O abate e a venda em circuito curto constituem a primeira opção. A galinha de refugo, ou «galinha para cozer», é uma carne saborosa muito apreciada pelos consumidores mais exigentes. Vendida inteira ou cortada nos mercados, em venda direta na quinta ou através de grupos de consumo, encontra facilmente compradores desde que seja bem valorizada. Destaque o seu sabor autêntico, o seu modo de criação e a sua proveniência local.

A transformação é outra pista interessante: caldos artesanais, rillettes de aves, patês… Estes produtos transformados têm um belo valor acrescentado e conservam-se bem. Certifique-se, contudo, de respeitar a regulamentação em vigor relativamente ao laboratório de transformação e às rotulagens.

A venda de galinhas vivas a particulares que desejam começar um pequeno galinheiro de jardim também é possível. Uma galinha de 18 meses ainda põe o suficiente para satisfazer um agregado familiar, e este mercado está em plena expansão graças ao entusiasmo pela autossuficiência alimentar.

Antecipar o refugo para uma gestão tranquila do bando

Planear o refugo faz parte de uma gestão racional do bando. Anote as datas de entrada de cada lote, acompanhe as curvas de postura e preveja as suas renovações com antecedência. Um bom caderno de criação é o seu melhor aliado. Ao antecipar, evita sobressaltos na produção e mantém uma oferta regular para os seus clientes — uma vantagem importante na venda direta.

O refugo, bem gerido, é tanto uma oportunidade como uma necessidade. Insere-se numa lógica de sustentabilidade e de valorização completa da sua criação, dois valores no centro da agricultura rural de hoje.

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